Olá amigos,

Na newsletter anterior, falamos um pouco sobre caiaque oceânico, este número até atrasou um pouco porque junto com a Kampa resolvemos inovar e enviar além das tradicionais dicas sobre redes, dicas sobre trilhas que podem ser feitas sem levar barraca, somente com rede de dormir.

A ponta da Joatinga é uma caminhada muito legal que, mescla Mata Atlântica com praias de primeira qualidade. É o cenário ideal pra você botar a sua rede pra funcionar. A vantagem de ter menos peso na mochila, te faz viajar mais leve, ser mais rápido, ir mais longe e se desgastar menos, assim sobra mais tempo pra aproveitar as praias!

O tempo ideal que se gasta pra fazer essa caminhada são de três dias, num ritmo tranqüilo, aproveitando as praias e cachoeiras, mas sem deixar de suar a camisa. O melhor é começar essa caminhada pelo cais de Parati. Em um final de semana prolongado, não é difícil encontrar um barquinho que esteja indo pro Pouso da Cajaíba. Duas horas e meia de viagem por um visual belíssimo é o tempo aproximado de barco até à praia do Pouso, de onde sai a trilha para Martins de Sá, uma das praias mais bonitas desse circuito. Essa trilha geralmente dura uma hora e meia e é através de um “subidão” e depois uma “decidona” no meio da mata. Se quiser conhecer mais praias, e somar mais um dia na sua caminhada pede para o barqueiro deixar você na praia Deserta, no começo da enseada do Pouso da Cajaíba e não deixe de visitar a cachoeira na praia Grande. Atravessando mais 3 praias, vc chega no Pouso da Cajaíba.

Já do lado do mar aberto da Ponta da Joatinga, Martins de Sá tem boas ondas e é local de morada do “seu” Maneco, um dos caiçaras mais conscientes que eu conheço. “Seu” Maneco mantém uma área de camping com várias árvores lindas de frente para a praia pra se armar um acampamento de redes, tem banheiros sempre limpinhos, serve refeições e cuida para que sempre se tenha um clima de paz. Só não se esqueça de levar sempre o seu lixo embora.

Se você leu nossa dica número 3, da maneira correta de se dormir em redes, terá tido uma noite maravilhosa e estará mais preparado para encarar o segundo dia de caminhada, o mais puxado de todos! Após a mini praia de Cairuçú, começa uma bela subida no meio da mata, vencendo a serrinha da ponta Negra, para chegar na praia de mesmo nome, também muito bonita. Pode-se conseguir facilmente um local para armar as redes no Cairuçu também, dependendo de quantos dias se dispõe pra caminhada. Conversando com o “Seu” Aprígio, único morador local, pode-se até estender as redes no ranchinho das canoas, com o pé na areia. Nem de toldo vai precisar… Não esqueça de abastecer o seu cantil antes da subida. Pode-se também encontrar pequenos restaurantes, que servem refeição. A praia de Ponta Negra é de tombo e fica recuada, entre costões de pedra.

No próximo dia, passa-se pelas praias de Antigos e Antiguinhos, que são muito bonitas. Fique atento para essa dica: existe um pocinho maravilhoso, seguindo o riozinho que corta a praia de Antigos, um pouco pra dentro do mato, com vista pra praia e tudo! Vale a pena a parada!

Após mais um morrinho, avista-se a praia do Sono, já com bem mais gente, campings e surfistas, pois o acesso já começa a ficar mais fácil. Passando por uma trilha bem batida e larga, chega-se finalmente ao povoado de Laranjeiras, vizinha de Trindade, de onde sai um ônibus, que volta para Parati. Só não deixe pra voltar à noite, pra não correr o risco de perder o último ônibus!

Dicas:

Enquanto a Kampa não coloca logo o BugStop para venda, não se esqueça de levar o repelente, pois como em todo lugar isolado, os borrachudos imperam!
Apesar de dar pra contar com as refeições nos feriados, leve também guloseimas e coisas pra comer ao longo da trilha.
E o mais importante: respeite sempre a cultura local e não poupe esforços para preservar esse lugar como ele é!

Links interessantes para consultar antes de partir para a trilha:

Horário de ônibus Trindade – Paraty

Mapa da trilha da Ponta da Joatinga

Google Maps

Abraços, até a próxima newsletter e se tiverem algumas trilhas como sugestão nos envie.

Christian Fuchs

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