23.7.08
É Possível Montar uma Barraca Usando o Ar?
Segundo a Nemo, sim! 
A Nemo Morpho AR é um novo conceito de barraca e tem como grande diferencial o fato de não existir varetas, pois toda estrutura é suportada por ar pressurizado.
São dois tubos de um tecido desenvolvido pela empresa, que quando inflados ficam no formato de arcos rígidos.
Segundo alguns avaliadores da Revista BackPacker e o próprio fabricante, quando inflada corretamente, se torna incrivelmente resistente, aguentando ventos muito fortes.
Feita para duas pessoas, pesa 2,2kg e leva-se apenas 45 segundos para montá-la usando, claro, uma bombinha.
Serviço:
Custo: US$385,00 nos EUA
Peso: 2,2Kg
Veja no vídeo abaixo como montar:
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A Nemo Morpho AR é um novo conceito de barraca e tem como grande diferencial o fato de não existir varetas, pois toda estrutura é suportada por ar pressurizado.
São dois tubos de um tecido desenvolvido pela empresa, que quando inflados ficam no formato de arcos rígidos.
Segundo alguns avaliadores da Revista BackPacker e o próprio fabricante, quando inflada corretamente, se torna incrivelmente resistente, aguentando ventos muito fortes.
Feita para duas pessoas, pesa 2,2kg e leva-se apenas 45 segundos para montá-la usando, claro, uma bombinha.
Serviço:
Custo: US$385,00 nos EUA
Peso: 2,2Kg
Veja no vídeo abaixo como montar:
Marcadores: acampamentos
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14.6.08
Toldo Tarp-Oca: Dados Tecnicos
Olá amigos, tudo bom?
Observando as necessidades dos usuários de redes e atendendo à uma montanha de pedidos, desenvolvemos finalmente o Toldo Tarp Oca. Nosso objetivo era desenvolver um produto que fosse leve, pequeno e possibilitasse ao usuário usá-lo com ou sem rede. Além disso, ele deveria ser impermeável, resistente, ergonômico, ser prático de montar e desmontar e com um design atraente.
Por fim, a bolsinha vem acoplada em um dos lados do toldo para facilitar o transporte e funciona também como um porta-treco. Quando guardado, o Tarp Oca fica do tamanho aproximado de uma pochete e com isso ocupa pouco volume e peso (490g) em sua mochila.
No site da Kampa há uma relação de lojas onde pode ser encontrado o Tarp Oca, caso a loja mais próxima não o tenha, por gentileza entre em contato. A Kampa não é uma empresa grande, somos pequenos como uma família, pessoas reais, com nomes, e adoramos receber todo tipo de críticas, dúvidas, elogios e sugestões, por isso, fique a vontade para nos escrever.
Abraços,
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Observando as necessidades dos usuários de redes e atendendo à uma montanha de pedidos, desenvolvemos finalmente o Toldo Tarp Oca. Nosso objetivo era desenvolver um produto que fosse leve, pequeno e possibilitasse ao usuário usá-lo com ou sem rede. Além disso, ele deveria ser impermeável, resistente, ergonômico, ser prático de montar e desmontar e com um design atraente.


Por fim, a bolsinha vem acoplada em um dos lados do toldo para facilitar o transporte e funciona também como um porta-treco. Quando guardado, o Tarp Oca fica do tamanho aproximado de uma pochete e com isso ocupa pouco volume e peso (490g) em sua mochila.

No site da Kampa há uma relação de lojas onde pode ser encontrado o Tarp Oca, caso a loja mais próxima não o tenha, por gentileza entre em contato. A Kampa não é uma empresa grande, somos pequenos como uma família, pessoas reais, com nomes, e adoramos receber todo tipo de críticas, dúvidas, elogios e sugestões, por isso, fique a vontade para nos escrever.
Abraços,
Flavio
Marcadores: acampamentos, Bivaque, Equipamentos
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9.6.08
Como Encurtar a Sua Rede de Dormir
A distância recomendada entre os ganchos para a Rede Adventure Kampa é entre 2,9 e 3,3 metros. Se a distância que tem entre os ganchos é menor do que 2,9m, "pelamordeDeus" não de o tão usado nó cego. Este ato irá diminuir o conforto e provavelmente inutilizar a sua rede, pois dificilmente conseguirá desfazê-lo.
Para distâncias menores, vamos lhe ensinar um nó que diminui o tamanho da rede e pode ser desfeito facilmente sem causar danos para as cordas. Diz a lenda que esse nó é um segredo dos vendedores de redes, que não contam para ninguém pois com os nós cegos as redes estragam mais rápido e eles conseguem vender mais unidades.
Vamos lá passo a passo:
1- A primeira coisa a fazer é dividir as quantidades de cordas ao meio, em duas partes iguais conforme a figura 1, deixando o olhal virado para baixo.

2- Em seguida, gire-as formando um círculo igual a figura abaixo:

3- Puxe qualquer uma das partes para dentro do círculo.

4- Depois segure as duas partes da corda que sobrou na outra mão

5- e coloque-as no gancho.

Esse nó possibilita ainda que se faça a regulagem da distância depois de pronto. Para desatá-lo é muito simples, basta tira-lo do gancho segurando nos dois conjuntos de cordas que sustentam a rede.
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Para distâncias menores, vamos lhe ensinar um nó que diminui o tamanho da rede e pode ser desfeito facilmente sem causar danos para as cordas. Diz a lenda que esse nó é um segredo dos vendedores de redes, que não contam para ninguém pois com os nós cegos as redes estragam mais rápido e eles conseguem vender mais unidades.
Vamos lá passo a passo:
1- A primeira coisa a fazer é dividir as quantidades de cordas ao meio, em duas partes iguais conforme a figura 1, deixando o olhal virado para baixo.

2- Em seguida, gire-as formando um círculo igual a figura abaixo:

3- Puxe qualquer uma das partes para dentro do círculo.

4- Depois segure as duas partes da corda que sobrou na outra mão

5- e coloque-as no gancho.

Esse nó possibilita ainda que se faça a regulagem da distância depois de pronto. Para desatá-lo é muito simples, basta tira-lo do gancho segurando nos dois conjuntos de cordas que sustentam a rede.
Marcadores: acampamentos, Como fazer, Equipamentos
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4.4.08
Como Fazer um Copo de Papel
Eu vi o esquema de construção (origami) e achei que não iria funcionar. Paramos tudo no escritório e fomos para nosso laboratório (quintal) fazer o teste. E não é que funcionou mesmo? A água não vazou, incrível!
Com vocês o passo a passo:
Se for usar um papel reciclado, dobre de uma forma que a tinta não entre em contato com o líquido.
Será que é possível fazer um balde com uma cartolina? :-)
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Com vocês o passo a passo:
Se for usar um papel reciclado, dobre de uma forma que a tinta não entre em contato com o líquido.
Será que é possível fazer um balde com uma cartolina? :-)
Marcadores: acampamentos, Como fazer
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7.2.08
Reservatório de água no acampamento
Neste vídeo ensinamos como fazer um reservatório para lavar as mão ou mesmo beber água muito simples e eficiente.
Os materiais necessários e as instruções estão no vídeo:
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Os materiais necessários e as instruções estão no vídeo:
Obs. Experiência comprovada pela equipe do Blog Kampa.
Se conhece outros vídeos similares a esse, mande o link para sac@kampa.com.br que colocamos aqui.
Marcadores: acampamentos, Como fazer
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7.11.07
Como fazer fogo com uma camisinha
Foi acampar, precisa acender o fogo, mas esqueceu os “benditos” dos fósforos... Porem trouxe uma camisinha! Não se preocupe, eis que terá fuego:
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Marcadores: acampamentos, sobrevivência
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18.1.07
Nós para uso em acampamentos
Olá amigos,
Depois de umas férias merecidas estou de volta e vamos abordar nessa newsletter um assunto simples, importante e divertido, que você só vai sentir falta, quando for precisar de verdade: dar nós de maneira eficiente.
No nosso dia a dia, são várias as chances que a gente tem pra usá-los, como amarrar um cadarço de tênis (que a gente já treinou tanto, que nem pensa mais), amarrar a prancha ou caiaque em cima do carro, a cordinha do varal ou até a sua rede no acampamento.
É uma brincadeira que vicia e depois que você entende o principio deles, se torna bem mais fácil. Até lá, é claro que requer um pouco de treino. O que eu recomendo para os alunos (e eu mesmo faço), é sempre deixar uma cordinha à mão e ficar praticando.
O princípio básico dos nós é a simplicidade: eficiente, fácil de fazer e fácil de desfazer. Tão importante quanto saber executá-los, é saber quando aplicá-los. Vamos comentar aqui sobre 3 nós básicos e suas aplicações, que vão te suprir em 85% dos casos:
o Lais de Guia, a Volta do Fiel e a Volta do Ribeira.
Volta do Ribeira – é um nó feito para começar a prender a corda em algum lugar e
mantê-lo sob tensão, como um tronco, por exemplo. (não serve pra esticar a corda, ou prender a última ponta dela.) Ele é muito simples de fazer e desfazer e é bastante eficiente. Ele forma uma alça estrangulante e o próprio atrito das cordas entre si e o tronco, faz com que não corra. Se a corda for de material que ofereça um certo atrito (sisal, nylon, etc.), 3 voltas já é o suficiente. Se for de material que escorrega (como aquelas plásticas azuis, etc.) é bom garantir mais voltas. Pode ser usado pra começar a amarrar a cordinha do toldo da sua rede, numa árvore. Clique aqui para ver um site que demonstra passo a passo.
Lais de Guia – um nó muito usado em resgate e usos variados. Ele forma uma alça que não estrangula e geralmente é usado pra prender uma corda a algum lugar, ou a um ilhós. Pode ser usado pra fixar a primeira ponta da corda no rack do carro, pra amarrar algo, ou no ilhós do toldo pra esticá-lo. Demonstração passo a passo, clique aqui.

Volta do Fiel – é um dos nós mais usados e com múltiplos usos. É usado pra prender a corda em algum lugar, para terminar uma amarração. Pode-se fazer a última passada alceada, para ficar mais fácil de soltar, depois de tensionada.
Passo a passo, clique aqui.
Abraços e até a próxima newsletter,
Christian Fuchs
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Depois de umas férias merecidas estou de volta e vamos abordar nessa newsletter um assunto simples, importante e divertido, que você só vai sentir falta, quando for precisar de verdade: dar nós de maneira eficiente.
No nosso dia a dia, são várias as chances que a gente tem pra usá-los, como amarrar um cadarço de tênis (que a gente já treinou tanto, que nem pensa mais), amarrar a prancha ou caiaque em cima do carro, a cordinha do varal ou até a sua rede no acampamento.
É uma brincadeira que vicia e depois que você entende o principio deles, se torna bem mais fácil. Até lá, é claro que requer um pouco de treino. O que eu recomendo para os alunos (e eu mesmo faço), é sempre deixar uma cordinha à mão e ficar praticando.
O princípio básico dos nós é a simplicidade: eficiente, fácil de fazer e fácil de desfazer. Tão importante quanto saber executá-los, é saber quando aplicá-los. Vamos comentar aqui sobre 3 nós básicos e suas aplicações, que vão te suprir em 85% dos casos:
o Lais de Guia, a Volta do Fiel e a Volta do Ribeira.
Volta do Ribeira – é um nó feito para começar a prender a corda em algum lugar e
mantê-lo sob tensão, como um tronco, por exemplo. (não serve pra esticar a corda, ou prender a última ponta dela.) Ele é muito simples de fazer e desfazer e é bastante eficiente. Ele forma uma alça estrangulante e o próprio atrito das cordas entre si e o tronco, faz com que não corra. Se a corda for de material que ofereça um certo atrito (sisal, nylon, etc.), 3 voltas já é o suficiente. Se for de material que escorrega (como aquelas plásticas azuis, etc.) é bom garantir mais voltas. Pode ser usado pra começar a amarrar a cordinha do toldo da sua rede, numa árvore. Clique aqui para ver um site que demonstra passo a passo.
Lais de Guia – um nó muito usado em resgate e usos variados. Ele forma uma alça que não estrangula e geralmente é usado pra prender uma corda a algum lugar, ou a um ilhós. Pode ser usado pra fixar a primeira ponta da corda no rack do carro, pra amarrar algo, ou no ilhós do toldo pra esticá-lo. Demonstração passo a passo, clique aqui.
Volta do Fiel – é um dos nós mais usados e com múltiplos usos. É usado pra prender a corda em algum lugar, para terminar uma amarração. Pode-se fazer a última passada alceada, para ficar mais fácil de soltar, depois de tensionada.
Passo a passo, clique aqui.
Abraços e até a próxima newsletter,
Christian Fuchs
Marcadores: acampamentos, Equipamentos, nós
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21.6.06
Como Manter-se Aquecido
Olá amigos,
Na newsletter anterior, demos a dica de uma trilha para ser feita com redes ao invés da tradicional barraca, a trilha da Joatinga. Com a temperatura baixando cada vez mais lá fora esta é uma ótima oportunidade para escrever sobre como se manter aquecido, principalmente em redes.
A perda de calor do nosso corpo é uma interação complicada que envolve condução, convecção, radiação, evaporação e respiração. Para o máximo conforto, gerenciar a perda de calor também significa gerenciar a umidade do corpo através da respiração e transpiração.
Os exemplos seguintes podem ajudar a ilustrar a batalha para que o corpo humano mantenha-se aquecido:
Define-se condução a transferência de calor de um objeto aquecido a outro frio, quando os dois estão em contato direto, como por exemplo, quando o corpo esta em contato com ar gelado ou com uma roupa molhada. A transferência através de convecção envolve movimento, como uma corrente de ar que carrega o calor para longe. Radiação é a transferência de calor através do espaço tal como a radiação de calor do sol na terra. Transferência de calor evaporativa evolve o calor necessários para evaporar a umidade liberada pelos poros. E por último a perda de calor expelida através da transpiração.
Um estudo científico descobriu que o corpo humano perde até 76% do calor através da condução, convecção e radiação; os 24% restantes é perdido através da evaporação, transpiração e respiração.
A boa noticia é que modernos materiais hi-tech estão nos dando muita munição para combater a perda de calor. Isolamentos de espessuras grossas com minúsculos espaços de ar “morto” usados em sacos de dormir e isolantes térmicos, e grossas roupas como fleece, são muito efetivas contra a perda de calor através da condução e convecção. O ar é um dos melhores isolantes térmicos conhecidos e o segredo dessas roupas é manter o máximo de ar retido ao seu redor. Tecidos com fios entrelaçados, a prova de vento e refletivos podem consideravelmente reduzir a perda de calor através da convecção e radiação, mas em contra partida retém condensação indesejada. A perda de calor através da evaporação é a mais difícil de ser combatida. A umidade aumenta em 13 vezes a perda de calor. Dica útil: nunca durma com as meias que vc caminhou, principalmente se forem de algodão. O seu pé não vai esquentar nunca!
Todos nós já ouvimos falar que cores escuras “absorvem” mais o calor da radiação solar que as cores claras. O que acontece na realidade é que as cores escuras simplesmente transferem a maior parte do calor da radiação solar para a sua pele, enquanto a as cores claras refletem parte desse calor. Então partindo do princípio que você é a fonte de calor em um saco de dormir, usar cores claras em volta de seu corpo irá refletir o calor de volta ao seu corpo, enquanto que as cores escuras irão permitir que o calor escape mais facilmente. Esta é provavelmente a razão porque os ursos polares são brancos.
Como já foi dito na newsletter nr. 4, o uso de isolante auto-inflável ou eva expandido ajuda bastante no isolamento. O auto-inflável oferece um melhor desempenho e conforto, devido à camada maior de ar que ele retém. Prefira sempre os que tem a propriedade antiderrapante, o mais indicado para ser usado em redes, evitando de você não acordar fora dela.
Outras dicas que não envolvem a compra de equipamentos extras são as seguintes:
Evite o vento, armando sua rede em locais protegidos. Basta procurar árvores ou rochas no lado protegido da montanha ou pico e prestar atenção na direção do vento. Se o vento estiver entrando longitudinalmente pelo toldo da rede, vai haver maior troca do ar e consequentemente, maior resfriamento.
Coma bem e constantemente. Nosso corpo produz calor consumindo calorias, principalmente quando estamos dormindo. Estar mal alimentado significa que o corpo irá produzir menos calor. Ingerir alimentos quentes à noite ajudam também no frio, principalmente líquidos como sopas e chás, que têm poder calorífero. Você sente isso depois de tomar uma boa xícara de chá quente, não?
Quase 70% da perda de calor é através da cabeça, então esteja certo que ela estará bem protegida. Se ela não estiver aquecida o corpo irá diminuir a circulação sanguínea (aquecimento) para seus pés, pernas, mãos e braços com o objetivo de reaquecer sua cabeça.
A conclusão que podemos tirar deste tema é que o grande impacto do frio esta diretamente relacionado ao conhecimento sobre o mesmo. Aqueles que conseguem dominar o assunto, suas causas e conseqüências, estão menos suscetíveis a uma noite fria e mal dormida. Se prepare bem e passe a noite sorrindo!
Abraços, até a próxima newsletter.
Christian Fuchs
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Na newsletter anterior, demos a dica de uma trilha para ser feita com redes ao invés da tradicional barraca, a trilha da Joatinga. Com a temperatura baixando cada vez mais lá fora esta é uma ótima oportunidade para escrever sobre como se manter aquecido, principalmente em redes.
A perda de calor do nosso corpo é uma interação complicada que envolve condução, convecção, radiação, evaporação e respiração. Para o máximo conforto, gerenciar a perda de calor também significa gerenciar a umidade do corpo através da respiração e transpiração.
Os exemplos seguintes podem ajudar a ilustrar a batalha para que o corpo humano mantenha-se aquecido:
Define-se condução a transferência de calor de um objeto aquecido a outro frio, quando os dois estão em contato direto, como por exemplo, quando o corpo esta em contato com ar gelado ou com uma roupa molhada. A transferência através de convecção envolve movimento, como uma corrente de ar que carrega o calor para longe. Radiação é a transferência de calor através do espaço tal como a radiação de calor do sol na terra. Transferência de calor evaporativa evolve o calor necessários para evaporar a umidade liberada pelos poros. E por último a perda de calor expelida através da transpiração.
Um estudo científico descobriu que o corpo humano perde até 76% do calor através da condução, convecção e radiação; os 24% restantes é perdido através da evaporação, transpiração e respiração.
A boa noticia é que modernos materiais hi-tech estão nos dando muita munição para combater a perda de calor. Isolamentos de espessuras grossas com minúsculos espaços de ar “morto” usados em sacos de dormir e isolantes térmicos, e grossas roupas como fleece, são muito efetivas contra a perda de calor através da condução e convecção. O ar é um dos melhores isolantes térmicos conhecidos e o segredo dessas roupas é manter o máximo de ar retido ao seu redor. Tecidos com fios entrelaçados, a prova de vento e refletivos podem consideravelmente reduzir a perda de calor através da convecção e radiação, mas em contra partida retém condensação indesejada. A perda de calor através da evaporação é a mais difícil de ser combatida. A umidade aumenta em 13 vezes a perda de calor. Dica útil: nunca durma com as meias que vc caminhou, principalmente se forem de algodão. O seu pé não vai esquentar nunca!
Todos nós já ouvimos falar que cores escuras “absorvem” mais o calor da radiação solar que as cores claras. O que acontece na realidade é que as cores escuras simplesmente transferem a maior parte do calor da radiação solar para a sua pele, enquanto a as cores claras refletem parte desse calor. Então partindo do princípio que você é a fonte de calor em um saco de dormir, usar cores claras em volta de seu corpo irá refletir o calor de volta ao seu corpo, enquanto que as cores escuras irão permitir que o calor escape mais facilmente. Esta é provavelmente a razão porque os ursos polares são brancos.
Como já foi dito na newsletter nr. 4, o uso de isolante auto-inflável ou eva expandido ajuda bastante no isolamento. O auto-inflável oferece um melhor desempenho e conforto, devido à camada maior de ar que ele retém. Prefira sempre os que tem a propriedade antiderrapante, o mais indicado para ser usado em redes, evitando de você não acordar fora dela.
Outras dicas que não envolvem a compra de equipamentos extras são as seguintes:
Evite o vento, armando sua rede em locais protegidos. Basta procurar árvores ou rochas no lado protegido da montanha ou pico e prestar atenção na direção do vento. Se o vento estiver entrando longitudinalmente pelo toldo da rede, vai haver maior troca do ar e consequentemente, maior resfriamento.
Coma bem e constantemente. Nosso corpo produz calor consumindo calorias, principalmente quando estamos dormindo. Estar mal alimentado significa que o corpo irá produzir menos calor. Ingerir alimentos quentes à noite ajudam também no frio, principalmente líquidos como sopas e chás, que têm poder calorífero. Você sente isso depois de tomar uma boa xícara de chá quente, não?
Quase 70% da perda de calor é através da cabeça, então esteja certo que ela estará bem protegida. Se ela não estiver aquecida o corpo irá diminuir a circulação sanguínea (aquecimento) para seus pés, pernas, mãos e braços com o objetivo de reaquecer sua cabeça.
A conclusão que podemos tirar deste tema é que o grande impacto do frio esta diretamente relacionado ao conhecimento sobre o mesmo. Aqueles que conseguem dominar o assunto, suas causas e conseqüências, estão menos suscetíveis a uma noite fria e mal dormida. Se prepare bem e passe a noite sorrindo!
Abraços, até a próxima newsletter.
Christian Fuchs
Marcadores: acampamentos, sobrevivência
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20.1.06
Acampamento em Rede de dormir
Olá amigos,
Olha nós aqui com mais uma edição da Newsletter Kampa. Desta vez vamos falar um pouco sobre acampamentos em rede de dormir.
A maior preocupação de quem monta uma barraca, é encontrar um local plano, sem pedras e galhos, que não empoce água, tarefa essa nem sempre muito fácil em acampamentos selvagens. E se pensarmos em acampamentos com mínimo impacto à natureza, complica ainda mais um pouco, pois às vezes, somos obrigados à "preparar o terreno", para acomodarmos a barraca.
Justamente, uma das coisas que me deixa mais feliz, quando eu acampo com redes, é olhar o local onde dormimos e não distinguir onde armamos o acampamento! A sensação de ter passado quase despercebido o pernoite no local, deixando do mesmo jeito que encontramos! Daí começa o sentimento de preservação da natureza.
E como fazer essa proeza? Vamos começar é já!
Primeiro você precisa encontrar árvores de certo porte (com no mínimo uns 20 cm de diâmetro), que agüente você e seus colegas, tenha raízes profundas (nunca um palmito ou mamoeiro, que tem raízes superficiais) e distantes de uns 3,5 a 4 metros uma da outra, sem nenhuma outra no meio do caminho. Árvores que se dividem em 2, ou árvores paralelas também são ideais, que você consegue montar uma rede pra um lado e outra pro outro. Se não existir árvores grandes, pode-se também escorá-las com cordas, para que elas não caiam e assim, toda a nossa alegria do mínimo impacto vai pro brejo!
O ideal é montar 3 redes, como um “triliche”, pois além de não sobrecarregar tanto a árvore, o toldo plástico (de 4x3m ou maior) vai te proteger bem da chuva. As distâncias entre as redes não deve ser menor que 0,5 metros, para que você não durma dentro da rede do seu vizinho de baixo! Observe que redes diferentes cedem também de diferentes maneiras! E comece sempre montando as redes de baixo e usando elas de degrau, para montar as superiores, até o toldo. Se estiver chovendo, comece pelo toldo e depois monte as redes no seco.
Outra dica, que desenvolvemos depois de muito tomar chuva, é usar um mosquetão entre o olhal e a corda, que faz com que a água da chuva que escorre pelo tronco, pingue do mosquetão e não escorra pra sua rede.
Fator importantíssimo pra você dormir bem, é colocar o toldo bem montado. Eu recomendo aqueles plásticos de loja de construção (de preferência o transparente, que dá pra ver as estrelas de noite e fica mais iluminado de tarde, vêm em rolos com 4 metros de largura e não custa caro) com 5x4. Fica um pouco grande pra carregar, mas é garantia de dormir seco, não importa a chuva! 3x4 tb funciona e é quase metade do tamanho. Passe um cabinho (geralmente de nylon de 3 mm, que dá pra reaproveitar) esticado por cima da última rede, para fazer a cumeeira e estique as pontas para baixo. Não precisa ser tão colado nas redes, pra não ficar encostando no plástico. O ideal é envolver as árvores das redes com o toldo, pra evitar que a água escorra pelo tronco para as redes, quando chove.
Mais uma dica é pendurar as suas coisas na rede, pois à noite dá uma preguiça danada de levantar da rede pra pegar algo. E faça xixi antes também, se não corre o risco de molhar os vizinhos de baixo!
E boa noite, ouvindo a chuva cair, sonhando quentinho e macio no seu saco de dormir, com aquele cheirinho de mata molhada...
No próximo número vamos falar da melhor posição de se dormir em uma rede e como não passar frio na mesma. Abraços e até a próxima...
Christian Fuchs
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Olha nós aqui com mais uma edição da Newsletter Kampa. Desta vez vamos falar um pouco sobre acampamentos em rede de dormir.
A maior preocupação de quem monta uma barraca, é encontrar um local plano, sem pedras e galhos, que não empoce água, tarefa essa nem sempre muito fácil em acampamentos selvagens. E se pensarmos em acampamentos com mínimo impacto à natureza, complica ainda mais um pouco, pois às vezes, somos obrigados à "preparar o terreno", para acomodarmos a barraca.
Justamente, uma das coisas que me deixa mais feliz, quando eu acampo com redes, é olhar o local onde dormimos e não distinguir onde armamos o acampamento! A sensação de ter passado quase despercebido o pernoite no local, deixando do mesmo jeito que encontramos! Daí começa o sentimento de preservação da natureza.
E como fazer essa proeza? Vamos começar é já!
Primeiro você precisa encontrar árvores de certo porte (com no mínimo uns 20 cm de diâmetro), que agüente você e seus colegas, tenha raízes profundas (nunca um palmito ou mamoeiro, que tem raízes superficiais) e distantes de uns 3,5 a 4 metros uma da outra, sem nenhuma outra no meio do caminho. Árvores que se dividem em 2, ou árvores paralelas também são ideais, que você consegue montar uma rede pra um lado e outra pro outro. Se não existir árvores grandes, pode-se também escorá-las com cordas, para que elas não caiam e assim, toda a nossa alegria do mínimo impacto vai pro brejo!
O ideal é montar 3 redes, como um “triliche”, pois além de não sobrecarregar tanto a árvore, o toldo plástico (de 4x3m ou maior) vai te proteger bem da chuva. As distâncias entre as redes não deve ser menor que 0,5 metros, para que você não durma dentro da rede do seu vizinho de baixo! Observe que redes diferentes cedem também de diferentes maneiras! E comece sempre montando as redes de baixo e usando elas de degrau, para montar as superiores, até o toldo. Se estiver chovendo, comece pelo toldo e depois monte as redes no seco.
Outra dica, que desenvolvemos depois de muito tomar chuva, é usar um mosquetão entre o olhal e a corda, que faz com que a água da chuva que escorre pelo tronco, pingue do mosquetão e não escorra pra sua rede.
Fator importantíssimo pra você dormir bem, é colocar o toldo bem montado. Eu recomendo aqueles plásticos de loja de construção (de preferência o transparente, que dá pra ver as estrelas de noite e fica mais iluminado de tarde, vêm em rolos com 4 metros de largura e não custa caro) com 5x4. Fica um pouco grande pra carregar, mas é garantia de dormir seco, não importa a chuva! 3x4 tb funciona e é quase metade do tamanho. Passe um cabinho (geralmente de nylon de 3 mm, que dá pra reaproveitar) esticado por cima da última rede, para fazer a cumeeira e estique as pontas para baixo. Não precisa ser tão colado nas redes, pra não ficar encostando no plástico. O ideal é envolver as árvores das redes com o toldo, pra evitar que a água escorra pelo tronco para as redes, quando chove.
Mais uma dica é pendurar as suas coisas na rede, pois à noite dá uma preguiça danada de levantar da rede pra pegar algo. E faça xixi antes também, se não corre o risco de molhar os vizinhos de baixo!
E boa noite, ouvindo a chuva cair, sonhando quentinho e macio no seu saco de dormir, com aquele cheirinho de mata molhada...
No próximo número vamos falar da melhor posição de se dormir em uma rede e como não passar frio na mesma. Abraços e até a próxima...
Christian Fuchs
Marcadores: acampamentos, Equipamentos
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10.12.05
Apresentação
Caros amigos,
Estamos iniciando a partir desta newsletter uma coluna destinada às pessoas que adoram atividades ao ar livre. E para assinar nossa newsletter com dicas e novidades do meio outdoor: Christian Fuchs. Abaixo, ele por ele mesmo:
“ Estava eu e mais uns companheiros de "aventurinhas", sentados na praia em Ubatuba, emburrados por não ter mais o que inventar, quando a minha mãe falou zombando: "por que vocês não vão subir aquele pico?" E os olhos daqueles moleques de 14 anos brilharam, ao perceber um narigão de pedra, no alto da serra do mar (e minha mãe já se arrependia da idéia dada...). Um destino fantástico pro final das férias de verão!
Aquele pico era o Pico do Corcovado e provavelmente aquela era a nossa primeira "grande expedição" sozinhos e aí fui infectado por esse vírus, de sempre correr atrás de algo novo pra descobrir.
Na verdade, grande parte desse espírito já veio dos meus pais, campistas das velhas e foi se aprimorando, quando entrei pra um grupo escoteiro meio fora do padrão, onde muitos curtiam fazer as coisas que eu gostava. E todo feriado estávamos de mochilinha Vidigal de pano nas costas, bermuda jeans, camiseta surrada, rede soneca e tênis comander (que era o grande luxo da época), a entrar em mais uma roubada. Hoje os materiais mudaram muito (esta cheio de goretex, sympatex e outros tex), a nossa caminhada virou "trekking" e as mochilas e equipamentos ganharam um monte de nomes bonitos... Mas o respeito pela natureza, o gosto pelo desconhecido e aquele clima bom entre os amigos de caminhada continuam os mesmos!
Hoje trabalho com importação e exportação equipamentos outdoor e eco turismo e sempre que dá, inventamos umas boas, como por exemplo, a travessia a pé dos Lençóis Maranhenses, Chapada Diamantina, Aparados da Serra, Estrada Real em bicicleta, remadas em caiaque oceânico do Rio a São Paulo, de Salvador a Alcobaça, escaladas na Cordilheira Real na Bolívia e Aconcágua e tantas outras de menos renome, mas não menos importantes e marcantes…
A idéia dessa "coluna" é compartilhar idéias, viagens e técnicas, como por exemplo, como acampar em redes! Com o nosso clima e mata tropical, não existe nada mais adequado e cômodo! E incrivelmente pouquíssimo utilizado pelos caminhantes brasileiros...
Já imaginou montar um acampamento suspenso do chão, com 3 ou 4 andares de redes, cobertos por um toldo, não deixando nem o mato amassado no próximo dia? Aguarde então a próxima newsletter Kampa para saber como isso pode ser feito!
Christian Fuchs
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Estamos iniciando a partir desta newsletter uma coluna destinada às pessoas que adoram atividades ao ar livre. E para assinar nossa newsletter com dicas e novidades do meio outdoor: Christian Fuchs. Abaixo, ele por ele mesmo:
“ Estava eu e mais uns companheiros de "aventurinhas", sentados na praia em Ubatuba, emburrados por não ter mais o que inventar, quando a minha mãe falou zombando: "por que vocês não vão subir aquele pico?" E os olhos daqueles moleques de 14 anos brilharam, ao perceber um narigão de pedra, no alto da serra do mar (e minha mãe já se arrependia da idéia dada...). Um destino fantástico pro final das férias de verão!
Aquele pico era o Pico do Corcovado e provavelmente aquela era a nossa primeira "grande expedição" sozinhos e aí fui infectado por esse vírus, de sempre correr atrás de algo novo pra descobrir.
Na verdade, grande parte desse espírito já veio dos meus pais, campistas das velhas e foi se aprimorando, quando entrei pra um grupo escoteiro meio fora do padrão, onde muitos curtiam fazer as coisas que eu gostava. E todo feriado estávamos de mochilinha Vidigal de pano nas costas, bermuda jeans, camiseta surrada, rede soneca e tênis comander (que era o grande luxo da época), a entrar em mais uma roubada. Hoje os materiais mudaram muito (esta cheio de goretex, sympatex e outros tex), a nossa caminhada virou "trekking" e as mochilas e equipamentos ganharam um monte de nomes bonitos... Mas o respeito pela natureza, o gosto pelo desconhecido e aquele clima bom entre os amigos de caminhada continuam os mesmos!
Hoje trabalho com importação e exportação equipamentos outdoor e eco turismo e sempre que dá, inventamos umas boas, como por exemplo, a travessia a pé dos Lençóis Maranhenses, Chapada Diamantina, Aparados da Serra, Estrada Real em bicicleta, remadas em caiaque oceânico do Rio a São Paulo, de Salvador a Alcobaça, escaladas na Cordilheira Real na Bolívia e Aconcágua e tantas outras de menos renome, mas não menos importantes e marcantes…
A idéia dessa "coluna" é compartilhar idéias, viagens e técnicas, como por exemplo, como acampar em redes! Com o nosso clima e mata tropical, não existe nada mais adequado e cômodo! E incrivelmente pouquíssimo utilizado pelos caminhantes brasileiros...
Já imaginou montar um acampamento suspenso do chão, com 3 ou 4 andares de redes, cobertos por um toldo, não deixando nem o mato amassado no próximo dia? Aguarde então a próxima newsletter Kampa para saber como isso pode ser feito!
Christian Fuchs
Marcadores: acampamentos, Equipamentos
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