23.7.08
Bicicletada 6 anos
Porque as ruas são para as pessoas, porque o espaço é publico, porque essa cidade precisa nos ter mais respeito. Todos convidados para essa data especial!!! Para participar, basta aparecer munido de qualquer meio de transporte não motorizado.
Não tem bicicleta ou não sabe pedalar? Sem problemas. Apareça o quanto antes na praça e veja como fazer para pegar uma bicicleta emprestada.
A concentração é às 18:00hs. Ás 20:00hs começa o pedal lúdico-educativo. Pedalamos em ritmo leve, ninguém fica para trás. O ritmo da Bicicletada é o ritmo das pessoas da Bicicletada. É um espaço para a convivência entre pessoas de todos os tipos e idades.
Traga sua alegoria, língua de sogra, cartaz ou panfleto e venha experimentar outra cidade!
::. Bicicletada .::. Clique aqui para saber se a sua cidade tem uma!.::.
:. sexta-feira (25/07)
:. Massa Crítica para humanizar o trânsito: 20h00
:. na Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440
Marcadores: bicicletada, Equipamentos
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17.6.08
1ª Pedalada Pelada de São Paulo - World Naked Bike Ride
Sábado passado houve o 1ª WNBR brasileiro e tínhamos um ciclista "infiltrado" no protesto do pedal dos pelados.
Vale ressaltar que estavam sem roupas não como apelo sexual, e, no caso, obsceno, estavam pelados para mostrar às pessoas e as autoridades de como o ciclista se sente desprotegido diante dos veículos motorizados e mostrar que a bicicleta é uma solução viável em alternativa ao automóvel.
A polícia não entendeu a mensagem, usou cacetete, pimenta e prendeu um dos ciclistas.
Este vídeo mostra de tudo um pouco: da cena da prisão a justificativa da polícia:
Aqui vai a declaração dos participantes: Carta sobre o WNBR 2008
E você? Entendeu a mensagem?
Marcadores: bicicletada, Equipamentos, mínimo impacto
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Como Montar Uma Rede em Árvores e Postes
Abaixo temos um vídeo que mostra o passo a passo de como prender sua rede em árvores usando a Fita-Fix. A Fita-Fix é um produto da Kampa desenvolvido para prender a rede em postes ou árvores. Ela é prática e muito fácil de usar. Pode ser guardado dentro da própria bolsa da Rede Adventure, suporta 150Kg e além de disso ainda protege as árvores.
Para visualizar ou baixar o manual de instruções da Fita-Fix em pfd, clique aqui!
Para saber mais sobre a Fita-Fix e onde comprar, clique aqui!
Marcadores: Como fazer, Equipamentos
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14.6.08
Toldo Tarp-Oca: Dados Tecnicos
Observando as necessidades dos usuários de redes e atendendo à uma montanha de pedidos, desenvolvemos finalmente o Toldo Tarp Oca. Nosso objetivo era desenvolver um produto que fosse leve, pequeno e possibilitasse ao usuário usá-lo com ou sem rede. Além disso, ele deveria ser impermeável, resistente, ergonômico, ser prático de montar e desmontar e com um design atraente.


Por fim, a bolsinha vem acoplada em um dos lados do toldo para facilitar o transporte e funciona também como um porta-treco. Quando guardado, o Tarp Oca fica do tamanho aproximado de uma pochete e com isso ocupa pouco volume e peso (490g) em sua mochila.

No site da Kampa há uma relação de lojas onde pode ser encontrado o Tarp Oca, caso a loja mais próxima não o tenha, por gentileza entre em contato. A Kampa não é uma empresa grande, somos pequenos como uma família, pessoas reais, com nomes, e adoramos receber todo tipo de críticas, dúvidas, elogios e sugestões, por isso, fique a vontade para nos escrever.
Abraços,
Flavio
Marcadores: acampamentos, Bivaque, Equipamentos
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11.6.08
Pelado, Pelado, Nú com a Mão no Guidão
Não é obrigatório ficar nu, o lema é “O quão nu você ousar”. Não quer tirar a roupa? Pode pedalar também, faça parte da Massa Crítica e divirta-se como todos que lá estarão.
Clique para ampliar!

Serviço:
.::. World Naked Bike Ride 2008 .::.São Paulo.::.
:. sábado (14/06)
:. concentração lúdico-educativa: 12h00 para a pintura dos corpos e preparação das alegorias. Traga pincéis atômicos, tintas não tóxicas, pinturas de palhaço, faixas, seja criativo.
:. pedal pela Cidade para humanizar o trânsito: 14h00
:. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (mapa)
Marcadores: Equipamentos, mínimo impacto
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9.6.08
Como Encurtar a Sua Rede de Dormir
Para distâncias menores, vamos lhe ensinar um nó que diminui o tamanho da rede e pode ser desfeito facilmente sem causar danos para as cordas. Diz a lenda que esse nó é um segredo dos vendedores de redes, que não contam para ninguém pois com os nós cegos as redes estragam mais rápido e eles conseguem vender mais unidades.
Vamos lá passo a passo:
1- A primeira coisa a fazer é dividir as quantidades de cordas ao meio, em duas partes iguais conforme a figura 1, deixando o olhal virado para baixo.

2- Em seguida, gire-as formando um círculo igual a figura abaixo:

3- Puxe qualquer uma das partes para dentro do círculo.

4- Depois segure as duas partes da corda que sobrou na outra mão

5- e coloque-as no gancho.

Esse nó possibilita ainda que se faça a regulagem da distância depois de pronto. Para desatá-lo é muito simples, basta tira-lo do gancho segurando nos dois conjuntos de cordas que sustentam a rede.
Marcadores: acampamentos, Como fazer, Equipamentos
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4.6.08
Ganhador Promoção News Kampa nr.21
O grande ganhador da promoção nr. 21 foi Jacques Cordeiro, de Belo Horizonte, MG.
A única alternativa incorreta é a letra C, que diz "Bivaque é originária da palavra francesa bivoak.", sendo o correto dizer "Bivaque é originária da palavra francesa bivouac."
Parabéns Jacques! Esperamos que goste do toldo Tarp Oca!
Obrigado a todos participantes e aguardem a próxima promoção!
Marcadores: Bivaque, Equipamentos, promoção
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30.4.08
Lançamento Toldo Tarp Oca
Finalmente, depois de muito sofrimento devido a nossa teimosia em querer desenvolver produtos “Made in Brazil” conseguimos finalizar o tão esperado Toldo para Bivaque de rede e solo: TARP OCA.
Desenvolvido com poliamida impregnada de silicone e resina especial, o Tarp Oca é impermeável, e sua área de cobertura possibilita que você e seus equipamentos fiquem sempre secos e protegidos. Chega de carregar volume e peso em excesso. Tarp Oca ocupa um espaço mínimo na mochila e pesa apenas 490 g. Sua bolsa é acoplada, aumentando a rapidez e a praticidade na hora de montar e desmontar.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS:
Pesa apenas 490 g
Dimensões: 3,70 x 2,2 m (aberto) 21 x 10 cm Ø (fechado)
Área de cobertura: 5,2 m2 (totalmente aberto)
Material: 100% poliamida resinada
Cor: Verde Oliva
Acompanha 14 tirantes para amarração.
Para saber onde adquirir o seu: Clique aqui!
Marcadores: Bivaque, Equipamentos
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23.4.08
Explorando o Rio Roosevelt a Remo
Fizemos a terceira descida do histórico Rio Roosevelt no mês de maio de 2003, em uma expedição de seis pessoas, cobrindo cerca de 650 quilômetros pelos estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. Foram 25 dias viajando auto-suficientes em canoas, dos quais metade foram gastos para cobrir os 150 km iniciais, dentro da Reserva Indígena Roosevelt, terra dos índios Cinta-Larga, onde havia corredeiras fortes e freqüentes. A segunda metade cobriu partes surpreendentes de um rio Amazônico que é “fechado por corredeiras”, já que além das do trecho inicial o rio também tem corredeiras bem fortes – até classe V – no seu trecho final, já próximo a sua foz, no Rio Aripuana.No contexto amazônico, o Rio Roosevelt se destaca por varias razões. Primeiro, por ser um rio “ilhado” por causa das corredeiras no início e final, tornando a sua navegação bastante técnica e trabalhosa. Depois, pela história de sua exploração em uma expedição antológica, liderada pelo Marechal Rondon e pelo ex-presidente americano Theodore Roosevelt. Além disso, chama a atenção a dificuldade de acesso, o grau de preservação da sua maioria e o isolamento em que se encontram as poucas comunidades ao longo do rio. Para ler o restante desse relato, clique aqui!
Curiosamente, as três descidas do rio foram expedições internacionais. Em 1909 a Comissão Rondon cruzou com um rio até então desconhecido dos cartógrafos ao entrar na região onde atualmente é a Rondônia. Foi o primeiro registro do Rio da Dúvida. No ano de 1914, Roosevelt fazia uma viagem ao Brasil e outros países da América do Sul com o objetivo de dar palestras e coletar espécies para o Museu de História Natural de Nova York. Uma vez no Brasil, acabou convidado a acompanhar o Coronel Rondon na expedição pelo ainda inexplorado Rio da Dúvida. Este rio, que nascia no então território do Guaporé e descia em direção ao norte, jamais fora percorrido pelo homem civilizado, e nem se sabia ao certo onde desembocava. Após 48 dias e muitas dificuldades, remando em canoas feitas de troncos de arvores, haviam mapeado todo o traçado do rio, que foi rebatizado como Rio Roosevelt nesta viagem.
Na década de 80, Tweed Roosevelt, neto do ex – presidente e bem sucedido investidor, contratou um equipe de guias da companhia americana Sobek para organizar uma descida ao rio, curioso para conhecer e explorar as pegadas de Theodore. Completaram a descida em condições bem diferentes, utilizando auxílio de helicóptero, bases estabelecidas em locais do rio para reabastecimento, balsas de rafting, caiaques e embarcações a motor. Índios Cinta Larga lhes serviram de guias e também contavam com apoio de brasileiros na expedição.
A nossa expedição teve um caráter e estilo próprio bem diferente. Para explorar o rio de acordo com nossos interesses optamos por canoas. É uma alternativa que minimiza impactos ambientais (combustíveis, ruído) e sociais (meio de transporte usual na área); é fácil de transportar tanto em transportes coletivos quanto ao redor de obstáculos, leiam-se corredeiras e cachoeiras (sendo que ai não requer alteração no ambiente para tal), é uma alternativa viável para expedições de baixo orçamento e proporciona um ritmo de viagem em sintonia com o ritmo local.

Escolhemos o Rio Roosevelt na região sudoeste da bacia amazônica através de uma série de coincidências: a época do ano (maio-junho) era ideal na região, pois marcava o início da “seca” e garantiria bom nível de água, um dos participantes era americano e já havia lido um artigo escrito sobre a viagem de Roosevelt e Rondon, suspeitávamos que estaríamos fazendo a terceira descida do rio (fato confirmado durante nossa expedição), poderíamos nos deslocar para a região de ônibus, e ao olhar nas cartas de escala 1:1.000.000 havia muitos trechos com “cachoeiras” no seu alto curso. Escolhemos as rotas de entrada e saída no rio pensando em o quão remotos gostaríamos de estar, o nível técnico das corredeiras do rio e o tempo disponível.
A expedição em si teve cinco etapas: o planejamento, preparação e chegada no rio; o difícil e remoto trecho de corredeiras; o longo e hospitaleiro curso médio do rio; o grande rio Roosevelt, e os resultados e desdobramentos da pós-expedição.
O foco do planejamento foi segurança e simplicidade. Na prática foi simples, já que a equipe, equipamentos e recursos disponíveis estavam definidos. O que deu mais trabalho foi levantar algumas informações (ex: se havia transporte público na transamazônica; info de contato via rádio das três fazendas da margem do rio; periculosidade da região - garimpo e madeireiros; etc.), enquanto as informações e recursos fáceis de obter foram referentes à saúde e doenças, como mapa de endemismo de malária, leishmaniose, soro antiofídico, etc. A “lição de casa” pronta, partimos para Rondônia e aí sim começou o exercício de flexibilidade. Chegar ao rio num período onde a região estava sob intensa intervenção da policia por causa de um garimpo fechado dentro da reserva indígena, negociar com os índios para ter permissão para cruzar sua reserva, FUNAI, checar as opções de evacuação aérea locais, etc.
Finalmente começamos a remar. Já no primeiro dia no rio tudo muda, agora é entre nós e com o Rio Roosevelt. Aos poucos vamos nos familiarizando com suas águas, corredeiras, margens, vegetação, insetos, tipo de acampamento, pássaros, luzes, etc.
Dos diários de viagem:
“Dia 4: a coisa começa a ficar séria quando encontramos as primeiras corredeiras classe IV. Carregamos canoas e equipamentos pela lateral do rio. Encontramos as primeiras formigas cortadeiras. Descemos a parte final da corredeira nas canoas. Átila e André, Fábio e Flávio são empurrados em direção a pedra na direita do rio. Flávio cai da canoa nos rodamoinhos. Jon e Jim descem limpos. Trecho emparedado em cânion, André e Átila viram ao fazer um ferry. Reunimos-nos na margem antes de continuar. Chegamos a uma corredeira classe IV (afunilamento e queda de alguns metros) após cerca de 20 km no rio (primeiros macacos e ariranhas avistados hoje). Decidimos acampar na imensa laje de pedra junto à corredeira. Lua cheia, araras vermelhas, eclipse.
Dia 5: aproveitamos o local de descanso para a prática de resgate e natação em corredeiras. Jim toma várias picadas de vespa na cabeça ao topar com um ninho na mata – tx anti-histamínicos e analgésicos. Jon inicia o cuidadoso e importante ritual de cuidar dos alimentos: secar e arejar (tivemos legumes frescos até o último dia da viagem!). As redes de selva servem como saco de bivaque. Primeiros reparos no casco das canoas. Poucas abelhas e selva densa. Inscrições rupestres nas rochas!!!”Após 12 dias temos o primeiro contato com outras pessoas, a balsa da Fazenda Muiraquitã, uma das fazendas que veríamos no médio curso do rio. Só chegamos a sua sede no dia seguinte, de onde André toma o avião de volta a suas obrigações de sua “outra vida”. É uma nova fase na viagem. Dias longos, águas quase paradas interrompidas por algumas poucas corredeiras, o rio - que no início tinha cerca de 10 a 20 metros de largura - agora tem secções de 100 a 300 metros.
Alem da Muiraquitã, conhecemos pessoas em vários locais neste trecho: um grupo de pescadores que nos convidam para um almoço em seu acampamento a margem do rio, na Fazenda Buritizal, em Panelas e na pousada Rio Roosevelt. São pessoas cujas vidas tem uma forte ligação com o Rio Roosevelt e que ampliaram muito nossa compreensão da vida ao longo do rio, assim como a sua estória.

“Dia 20: a pá de seu remo tinha o formato de uma gota e metodicamente entrava e saia da água. Ele ia sentado na proa da canoa de tronco e se aproximou de nós como se encontrasse pessoas de longe remando em canoas de materiais sintéticos com a mesma freqüência que vê a selva amazônica, macacos e araras. Chico dos Santos é um seringueiro, artesão, marceneiro, construtor de remos e canoas, pescador e lavrador, e vive na palafita que construiu com sua mulher e os filhos. Na porta de sua casa se lê, escrito a giz “Welcome friends”. Foi escrito por sua filha, que mora na casa da avó em Panelas (meio dia de viagem a canoa de sua casa e cinco dias de veículo 4x4 de Aripuana) para lá poder estudar.”
Ficamos boquiabertos com as habilidades, maneiras e orgulho deste homem. Hoje, a área onde ele nasceu, cresceu e vive é uma reserva extrativista estadual. O que isso significa só o tempo vai dizer. Passamos a tarde conversando, aprendendo as maneiras de viver da terra na Amazônia enquanto fazíamos mais um reparo em uma das canoas, nos preparando para a primeira “remada” noturna da viagem.
Assim que a noite caiu, embarcamos nas canoas, preparamos uma plataforma de “trabalho” amarrando as canoas juntas e iniciamos nossa deriva. Ali podíamos cozinhar e nos ocupar com outras coisas enquanto o rio fazia o que ele faz e assim nos levava em direção a nosso destino. Nossos companheiros eram a Ursa Maior, Cruzeiro do Sul e Escorpião, uma interessante mescla de estrelas dos hemisférios norte e sul. Viajar à noite propiciava "experimentar" a Amazônia através de outros sentidos. Fantástico!
Na corredeira do Infernão, logo após o rio receber as águas do Rio Madeirinha - onde fica uma linda pousada, construída com técnica e materiais locais - marcou o início da terceira fase da descida. De acordo com o relato de Roosevelt, que íamos lendo conforme passávamos nos mesmos lugares para poder “acompanhar” a expedição deles de perto, já em 1914 aí havia um entreposto para suprir os seringueiros que se aventuravam na região.
Daqui para frente o Roosevelt é um grande rio amazônico, com trechos de remanso intercalados por algumas corredeiras, e depois “16 km de corredeiras sem parar e a Sumaúma, a maior de todas as corredeiras do rio” segundo os locais. Os “16 quilômetros” de quase constantes corredeiras terminavam com uma corredeira classe V com um volume de água impressionante. Logo abaixo dela, estava a capela da Sumaúma e um pequeno cemitério. Aqui encontramos ribeirinhos que nos informaram que se quiséssemos poderíamos ir a Transamazônica a pé, pois ela estava “logo ali”, alguns quilômetros numa trilha.
No próximo dia chegamos onde o Rio Roosevelt deságua no Rio Aripuana. Foi um momento forte para todos. Paramos de remar e assistimos ao final do Rio Roosevelt. Impossível não pensar em todas as estórias que o Rio Roosevelt nos contou através de suas águas, margens, praias, corredeiras, pessoas, insetos, historia. Após alguns minutos começamos a olhar rio acima, na direção do Aripuana, e foi impossível não pensar nas muitas outras estórias que esses rios e águas do Brasil ainda tem para nos contar.
Logo depois chegamos ao destino final, com a certeza de que muitos outros desdobramentos seguirão. Foi a primeira expedição do projeto Brasil a Remo, que visa difundir o potencial e viabilidade de visitação sustentável de locais de difícil acesso no Brasil e assim ampliar o papel de atividades recreativas/esportivas para auxiliar no desenvolvimento e/ou sobrevivência local. As regiões escolhidas no projeto sofrem pressões pelo uso da terra de alto impacto (mineração, extração madeireira, pesca, especulação imobiliária, etc.) muito fortes e a ampliação do conhecimento e visitação destes locais pode ajudar a que tenha maiores chances. O projeto também visa promover o desenvolvimento da canoagem no Brasil como veio de exploração e viagem de baixo impacto ambiental e cultural.
Uma “descoberta” impressionante é o fato da região do Sudoeste Amazônico / Noroeste de Mato Grosso ser um paraíso pouco explorado para a canoagem de águas brancas e concentra os melhores rios para sua pratica no Brasil.
O Rio Roosevelt - que é um dos vários que nascem em altitudes semelhantes, correm pela mesma formação geológica, na mesma direção e terminam na mesma altitude – é excelente, em qualidade, quantidade e características das corredeiras - na avaliação de participantes cuja experiência somada inclui várias descidas nos rios Bio-Bio e Futaleufu (Chile), Gran Canyon, Rubicon e Middle Fork Feather (EUA), Back e Hess (Artico), Drysdale (Australia).Muitas são as lições que emergem de expedições, mas a mais importante é como ao final o que determina o sucesso é o espírito com o qual ela se realiza. Para descer o Roosevelt viajamos completamente auto-suficientes, levamos alimentos necessários para toda a duração do trajeto, todos os equipamentos de camping, peças sobressalentes, materiais e kits para reparos, telefone por satélite, mapas e extensos kits de primeiros socorros e de medicamentos e soro antiofídico. Trazíamos extensa experiência prévia em expedições de longa duração, em técnicas de canoagem, primeiros socorros na natureza (Wilderness First Responder), resgate e organização necessária para expedições.
Mas o que realmente fez com que tivéssemos sucesso foi adotar uma mentalidade onde todas as decisões eram norteadas por segurança, responsabilidade e respeito.
Abraço a todos e até a próxima,
Fabio Raimo
Para saber mais:
Seguindo as Remadas de Roosevelt - Clique Aqui!
Livro: Nas Selvas do Brasil, Theodore Roosevelt, Ed Itatiaia
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4.1.08
Árvores de Natal feitas com redes de dormir
Marcadores: Equipamentos, fotografia
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20.12.07
Massa Crítica
A Massa Crítica acabou assim atraindo cada vez mais ciclistas, toda última sexta-feira do mês. Como não havia líderes, a polícia que recebia inúmeros protestos dos motoristas enfurecidos não podia prender ninguém. Resumindo, os governantes acostumaram com a idéia e criaram condições para São Francisco se tornar um paraíso ciclístico, com cliclovias, estacionamentos de bike e muita gente deixando o carro em casa e indo para o trabalho de bike.
No Brasil temos um movimento parecido que é a Bicicletada, basta entrar no site e verificar a agenda. Eu pretendo estar lá na próxima, com minha bike.
A seguir dois vídeos, o primeiro sobre um Massa Crítica em Budapest na Hungria. Dizem que consegue reunir mais de 50 mil bikes.
Este é muito engraçado e foi feito na cidade de Lubeck na Alemanha. Assistindo-o me deu a idéia de fazer o mesmo na praça Panamerica em São Paulo, alguém me acompanha? :-)
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12.12.07
Fotos macro de insetos

Marcadores: Equipamentos, fotografia, insetos
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22.10.07
Como remover um carrapato
1. Com auxílio de pinças, segurar o carrapato pela extremidade em que ele se fixa na pele e fazer movimento lento, mas firme, para retirá-lo. (evitar segurá-lo pelo meio do corpo).
2. Na ausência de pinças isto pode ser feito com as mãos protegidas por luvas ou mesmo papel higiênico. Evite fazê-lo com as mãos desprotegidas, mas caso não haja outra opção é melhor retirá-lo mais rapidamente do que aguardar as condições ideais.
3. Após ter removido o carrapato, desinfete o local da picada e lave as mãos com sabão e água.
4. Não espremer, nem esmagar o carrapato porque seus líquidos podem conter bactéria Ricketsia rickettsii. A pele exposta acidentalmente aos líquidos do carrapato pode ser desinfetada com álcool ou com lavagem com água e sabão.
5. Em casos de infestação intensa, principalmente pelas larvas (micuim), que são dificilmente visíveis, o uso de sabonete à base de deltametrina pode ser mais eficaz do que a retirada manual um-a-um.
Nunca: queimar com fósforo ou por gelo ou outras alternativas, elas podem na verdade estimular a liberação de líquidos contaminados (linfa) pelos carrapatos.
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde - Campinas
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11.10.07
Doação de Sangue
1. Para nutrir seus ovos, a fêmea (e só ela) não hesita em chupar nosso sangue de canudinho — ou melhor, com o seu proboscis, a extensão da sua boca. Por ser serrilhado, esse bico pontiagudo não se encosta direito na pele da vítima e, daí, passa quase despercebido pelos receptores nervosos. Quando a pessoa sente, é tarde: a fêmea já se empanturrou de sangue, até porque aproveita o mesmo proboscis para injetar uma enzima anticoagulante que facilita a tarefa.
2. A enzima, porém, é encarada como um corpo estranho, chamando a atenção de células de defesa, que logo vão acudir. E, como elas correm pelos vasos capilares todas ao mesmo tempo, alguns deles se rompem, deixando escapar o seu líquido. O resultado desse vazamento é o edema, aquela bolota no local da picada, provocando também uma coceira de dar nos nervos.
3. Acredite: o sistema de defesa precisa de dois dias inteiros para quebrar a enzima do pernilongo em pedaços minúsculos, que são eliminados em seguida. Aí os sintomas vão embora de vez. Antes disso você pode conseguir algum alívio com compressas frias ou, ainda, uma pomada antialérgica receitada pelo médico.
Não se preocupe, é preciso 1,12 milhões de picadas como essa para tirar todo o seu sangue. Ou se preocupe, e leve seu BugStop para a trilha.
Para ver a animação, clique aqui!
Fonte: Renata Cocco, Alergologista
Marcadores: Equipamentos, insetos
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27.9.07
PETAR de rede
Vou relatar a vocês mais uma trilha que fiz com rede com um grupo de amigos no início de Setembro ao PETAR - Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, localizado à sudoeste do Estado de São Paulo.
Fui acompanhado de pioneiros, o ramo dos jovens mais velhos no escotismo, todos estes do Grupo Escoteiro Raposo Tavares.Saímos de São Paulo por volta de 22:00 na sexta feira (31/08) e chegamos no Núcleo Caboclos, no PETAR por volta de 1:30 da manhã. Ficamos hospedados em um camping que cobrou a pernoite por R$6,00.
Saímos do camping com as mochilas nas costas por volta das 9:00 em direção à caverna Temimina. A mata em alguns pontos era secundária, ou seja, já fora derrubada alguma vez, mas adentrando mais pela trilha, entramos em pontos onde ela era primária; grandes árvores nos espiavam enquanto enormes paredões de pedra se empunham sobre estes pequenos visitantes. As Arapongas nos avisavam que estávamos em seu território.
Fizemos uma parada para fazer o almoço em um grande abismo da Temimina que outrora foi um grande salão da caverna onde o teto colapsou. Infelizmente, vimos muitos rastros de pessoas lá. Não rastros como pegadas, mas restos de fogueira, cigarros, papel higiênico e até um saco plástico de quase 2 kg cheio de cal, que certamente era carbureto consumido, abandonado em uma fenda dentro de uma caverninha. Esvaziei o saco plástico e juntei o lixo, o que me rendeu uma sacola cheia.
Com as mochilas nas costas seguimos pela trilha, que agora era mais feita por “escalaminhada”. Chegando na Temimina por volta das 15hs vimos a grandeza desta caverna, com cerca de 30 ou 40 mts de altura.
Dentro dela, há um grande desnível que leva para as partes mais subterrâneas, onde há um rio escondido. O chão é coberto de uma areia fina a ponto de parecer farinha, fazendo com as mochilas ficassem barrentas com uma simples encostada no chão, já que estavam umedecidas com a trilha.
Sempre evitando de encostar nas estalagmites, afinal algumas levam 150 anos para crescer 1mm, montamos nosso acampamento. Alguns montaram as barracas, outros abriram o sleeping no chão e eu montei minha rede em duas agarras do paredão. Só na hora de dormir que pude deitar, já que ninguém queria sair da minha rede.
Foi difícil usar a minha rede
Já recolhidos, começamos a preparar a janta: Um sopão para esquentar e depois uma macarronada com atum. Neste meio tempo recebemos a visita de dois animais, muito parecidos com o gambá. Eles, na verdade, se chamam Cuíca-de-Quatro-Olhos (Philander opossum) e um deles era muito atrevido a ponto de ir farejar nossas mochilas mesmo estando aos nossos lados. Houve até um momento, na hora da janta, que um deles subiu em meu braço para alcançar a panela cheia de macarrão, mas afastamos logo animal curioso.
Provavelmente alguém já dera alguma coisa para eles comerem, fazendo assim com que não ficassem tímidos com a presença do homem. Nos precavemos pendurando todos os alimentos na parede da caverna, que era negativa. Mesmo assim, um de nós acordou no meio da noite com um deles tentando escalar a parede para alcançar os alimentos.
A noite foi muito tranqüila e sem a presença alguma de pernilongos e borrachudos.
Saímos no dia seguinte pela manhã e chegamos a nossos carros por volta das 14hs.
O local é muito bom, reservado e preservado. É impressionante avistar no meio da mata árvores e cavernas com tamanha imponência, porém super sensíveis com nossa presença.
Até mais!
Flávio Yamamoto
Marcadores: Equipamentos, travessia
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19.9.07
Vídeo da BBC sobre o Biciclown no Egito
Veja ao vídeo da reportagem de Andrea Wellbaum, repórter da BBC Brasil no Oriente Médio. (02:54 min )
Ps. Biciclown esta usando rede, mosquiteiro e fita Kampa na sua viagem.
Marcadores: biciclown, Equipamentos
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27.8.07
Adventure Sports Fair 2007
Neste domingo acabou a Adventure Sports Fair, que aconteceu no Ibirapuera aqui em São Paulo. Esta feira acontece todo ano e é voltada ao mundo Outdoor, com uma infinidade de esportes de aventura lá dentro.
Tinha um carinha andando para cima e para baixo com um aparelho nas pernas que eu não tinha visto ao vivo ainda. Não tenho a menor idéia para que sirva... Seria, talvez para trocar lâmpadas?
Notícia direto do forno: próximo ano a Adventure Sport Fair será em outro local, no centro de exposições da Imigrantes, um local maior e com mais vagas de estacionamento, segundo me disseram. E ai o que vocês acham?
Abraços,
Flávio Yamamoto
Marcadores: Adventure Sport Fair, Equipamentos
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25.8.07
Tem um urso na minha rede
Meu nome é Flávio e eu estarei postando por aqui também!
Vejam esse video de um urso se apoderando da rede de dormir em um parque de New Jersey (EUA). Sorte a nossa que aqui não temos urso, senão teriamos que dividir nossas redes:
Marcadores: Equipamentos
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23.8.07
Remada Recife - Fortaleza
Depois de 22 dias de remo e 820 km navegados, a expedição Recife – Fortaleza chegou de volta às terras frias paulistanas. Foi isso mesmo que disse, Recife - Fortaleza.
Devido aos conselhos dos caiçaras experientes e ventos e correntes contrários do que estávamos imaginando, fomos obrigados a alterar nosso planejamento oficial Recife - Salvador.
A viagem, apesar de longa, foi razoavelmente tranqüila, mas com boas emoções e umas boas histórias pra contar. A hospitalidade do povo nordestino com certeza foi o ponto mais forte da viagem! Estamos arrumando as fotos e em breve vai rolar um encontro para contar as mentiras. Eu prometo avisar a todos.
Segue uma pequena amostra:


Aproveite para afinar a sua técnica! Faça sua inscrição pelo telefone 11 9539 5207 ou pelo e-mail info@aroeiraoutdoor.com.br
Quinta – 23 agosto, as 19h
Sexta – 24 agosto, as 19h
Sábado – 25 agosto, as 16h
Dia 25 de agosto as 20h, eu (caiaque oceânico) estarei participando de uma mesa redonda sobre “Novos esportes de água”, juntamente com Bebeta Borsari (kayaksurf) , Guilherme Brandão (kite surf), Pedro Oliva (canoagem extrema) e Jairo (BBD Associados).
Mais informações e inscrições aqui.
Abraços a todos e até o próximo artigo,
Christian Fuchs
Marcadores: Equipamentos, travessia
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26.2.07
Travessia de Rede em Ubatuba
Na última newsletter demos dicas sobre nós que podem ser úteis tanto no dia-a-dia como em qualquer viagem.
Nesta, falaremos de uma caminhada tranqüila de se fazer com rede, pra um final de semana bem light e curtido com os amigos em algum lugar bem bacana.
O local escolhido desta vez foi Ubatuba/SP.

Uma das últimas penínsulas semi desertas de Ubatuba está entre a Praia da Lagoinha e a Praia da Fortaleza, onde ainda dá pra esticar a sua rede debaixo das castanheiras, na beira da praia.
Saindo da Praia da Fortaleza, pega-se a trilha que vai pro Pontão, que deve dar uns 20 minutos de caminhada. O Pontão virou há alguns anos reduto de escaladores, com as mais de 100 vias abertas.
É um lugar que vale a pena pelo visual.
Continuando pela trilha por mais 40 minutos, você chega na Praia do Cedro, onde vive apenas um caiçara, o “Seu” Benedito, que toma conta do lugar e cobra uma taxa de acampamento, para manter a praia e a bica de água limpas. Essa praia é fantástica e perfeita para se armar um acampamento de redes.
Na verdade são duas praias, separadas por uma mini ponta de pedra. Na primeira parte dela existe a bica e a casa do Seu Benedito. Na segunda, apenas chapéus de sol enormes, com muito espaço livre.Seguindo a trilha no outro canto da praia, em mais um sobe e desce de 20 minutos, você chega na Praia do Bonete, também muito bonita. Ela possui alguns bares escondidos no meio da vila, onde se pode comer e beber algo; acampar não dá.
Aí você tem duas opções: voltar à Fortaleza por uma trilha que sobe e desce o morro ou continuar sentido Lagoinha.
Para voltar para a Praia da Fortaleza, dá mais ou menos mais uma hora de caminhada. Se quiser continuar pra Lagoinha, continue pelo outro lado da praia, seguindo a trilha que brevemente encontra a Praia do Bonetinho, Praia do Perez, Prainha e finalmente a Lagoinha, já de volta à civilização.
Abraços e até a próxima newsletter,
Christian Fuchs
Marcadores: Equipamentos, travessia
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18.1.07
Nós para uso em acampamentos
Depois de umas férias merecidas estou de volta e vamos abordar nessa newsletter um assunto simples, importante e divertido, que você só vai sentir falta, quando for precisar de verdade: dar nós de maneira eficiente.
No nosso dia a dia, são várias as chances que a gente tem pra usá-los, como amarrar um cadarço de tênis (que a gente já treinou tanto, que nem pensa mais), amarrar a prancha ou caiaque em cima do carro, a cordinha do varal ou até a sua rede no acampamento.
É uma brincadeira que vicia e depois que você entende o principio deles, se torna bem mais fácil. Até lá, é claro que requer um pouco de treino. O que eu recomendo para os alunos (e eu mesmo faço), é sempre deixar uma cordinha à mão e ficar praticando.
O princípio básico dos nós é a simplicidade: eficiente, fácil de fazer e fácil de desfazer. Tão importante quanto saber executá-los, é saber quando aplicá-los. Vamos comentar aqui sobre 3 nós básicos e suas aplicações, que vão te suprir em 85% dos casos:
o Lais de Guia, a Volta do Fiel e a Volta do Ribeira.
Volta do Ribeira – é um nó feito para começar a prender a corda em algum lugar e
mantê-lo sob tensão, como um tronco, por exemplo. (não serve pra esticar a corda, ou prender a última ponta dela.) Ele é muito simples de fazer e desfazer e é bastante eficiente. Ele forma uma alça estrangulante e o próprio atrito das cordas entre si e o tronco, faz com que não corra. Se a corda for de material que ofereça um certo atrito (sisal, nylon, etc.), 3 voltas já é o suficiente. Se for de material que escorrega (como aquelas plásticas azuis, etc.) é bom garantir mais voltas. Pode ser usado pra começar a amarrar a cordinha do toldo da sua rede, numa árvore. Clique aqui para ver um site que demonstra passo a passo.
Lais de Guia – um nó muito usado em resgate e usos variados. Ele forma uma alça que não estrangula e geralmente é usado pra prender uma corda a algum lugar, ou a um ilhós. Pode ser usado pra fixar a primeira ponta da corda no rack do carro, pra amarrar algo, ou no ilhós do toldo pra esticá-lo. Demonstração passo a passo, clique aqui.
Volta do Fiel – é um dos nós mais usados e com múltiplos usos. É usado pra prender a corda em algum lugar, para terminar uma amarração. Pode-se fazer a última passada alceada, para ficar mais fácil de soltar, depois de tensionada.
Passo a passo, clique aqui.
Abraços e até a próxima newsletter,
Christian Fuchs
Marcadores: acampamentos, Equipamentos, nós
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23.11.06
Lançamento Mosquiteiro BugStop
Na newsletter anterior o nosso colaborador Christian Fuchs, descreveu algumas das vantagens da rede em relação aos outros métodos de acampamento, nesta edição estaremos anunciando o nosso mais novo produto: Mosquiteiro BugStop.

Observando as necessidades dos usuários de redes, e atendendo aos seus pedidos, desenvolvemos após muito tempo de pesquisa o Mosquiteiro BugStop;
o desafio era usar um material ultra leve, porém bem resistente; com uma trama fina, e que deixasse o ambiente arejado; além de ser prático na hora de montar e desmontar.
Também observamos que muitas pessoas dormem ao relento tanto por necessidade como por prazer, técnica essa muito conhecida como bivaque.Conseguimos unir em um mesmo produto as duas funções: dormir em rede ou em bivaque protegido dos insetos.
Após muitos testes com mais de 10 tipos de tules, escolhemos que o
melhor tecido seria um tipo de poliéster super fino, muito maleável e extremamente leve: o peso total do BugStop ficou em apenas 230g, ou seja, metade do peso da Rede Adventure.Argolas tanto em cima como dos lados fazem com que a área interna do mosquiteiro fique m
aior, proporcionando um melhor conforto. Nas argolas de cima foram inseridos elásticos com fechos de modo que se possa regular a altura do mosquiteiro e permitir que se tenha um espaço entre a base da rede e o BugStop, evitando que os insetos possam picá-lo, através das camadas de tecido.Nas aberturas do mosquiteiro onde se passam os olhais da rede, foram colocados elásticos com fechos para que se possa regular a altura em diferentes distâncias de armação e também impossibilitando a entrada de insetos. O
compartimento usado para guardar o mosquiteiro, está costurado para evitar que o perca, e próximo a entrada para ser usado como guarda-trecos.A entrada se faz pelo zíper de excelente qualidade (YKK) preso em toda a extensão longitudinal do mosquiteiro com dois cursores duplos que facilitam
a saída independente do lado da rede (direito ou esquerdo) que se encontrar.Por último, o elástico de sustentação é de cor laranja para que, durante a noite, possa ser facilmente avistado. Serve tanto para sustentar o mosquiteiro como também para ser usado futuramente com nosso próximo produto: o toldo Tarp Oca que lançaremos em breve.
Neste link está um arquivo em pdf com as instruções de montagem do BugStop tanto em rede como em bivaque.
No site Kampa há uma relação de lojas onde pode ser encontrado o BugStop, caso a loja mais próxima não o tenha, por gentileza entre em contato.
A Kampa não é uma empresa grande, somos pequenos como uma família, pessoas reais, com nomes, e adoramos receber todo tipo de críticas, dúvidas, elogios e sugestões, por isso, fique a vontade para nos escrever.
Abraços, até a próxima newsletter.
Alexandre Palmieri
Sócio - Diretor
Marcadores: Equipamentos
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19.7.06
Vantagens da Rede de Dormir
Na newsletter anterior, falamos sobre as técnicas para se manter aquecido, neste número irei descrever algumas das vantagens da rede em relação aos outros métodos de acampamento:
∞ É muito mais confortável que dormir no chão;
∞ Seu peso possibilita ir mais longe nas travessias;
∞ Não há a necessidade de abrir clareiras para acampar;
∞ Com o uso de um tarp (toldo) se protege da chuva e vento;
∞ Com uso do mosquiteiro evita contato com insetos;
∞ Possibilidade de acampamentos ilimitados em florestas;
∞ Possibilidade de visualização de estrelas;
∞ Leva alguns minutos para encontrar um local de acampamento;
∞ Possibilidade de acampar sobre pedras, plantas, cactos, etc...;
∞ Pode ser usada como cadeira;
∞ Previne contra cobras; aranhas; ratos, etc..;
∞ Evita dormir em solo molhado ou irregular;
∞ Evita dormir em locais de acampamentos lotados;
∞ Previne dormir em locais expostos a raios e tempestades;
∞ Possibilita dormir em locais com visuais onde a barraca não chega;
∞ Acampar com mínimo impacto, em paz e harmonia com a natureza;
∞ Possibilita acampar próximo a estradas entretanto longe da visão;
∞ Possível caminhar durante a noite com a certeza que irá encontrar a qualquer momento local para acampamento;
∞ Ideal para canionistas ao montar acampamento próximo aos canions.
∞ Acampamento na cidade sem ser visto ou incomodado (cicloturismo);
Abaixo um trecho do livro Rede de Dormir escrito por Luís Câmara Cascudo, onde ele compara a rede com a cama:
"O leito obriga-nos a tomar seu costume, ajeitando-se nele, procurando o repouso numa sucessão de posições. A rede toma o nosso feitio, contamina-se com os nossos hábitos, repete, dócil e macia a forma do nosso corpo. A cama é hirta, parada, definitiva. A rede é acolhedora, compreensiva, coleante, acompanhando, tépida e brandamente, todos os caprichos da nossa fadiga e as novidades imprevistas do nosso sossego. Desloca-se, incessantemente renovada, à solicitação física do cansaço. Entre ela e a cama, há a distância da solidariedade à resignação".
Abraços, até a próxima newsletter.
Christian Fuchs
Marcadores: Equipamentos, vantagens
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15.5.06
Joatinga de Rede
Na newsletter anterior, falamos um pouco sobre caiaque oceânico, este número até atrasou um pouco porque junto com a Kampa resolvemos inovar e enviar além das tradicionais dicas sobre redes, dicas sobre trilhas que podem ser feitas sem levar barraca, somente com rede de dormir.
A ponta da Joatinga é uma caminhada muito legal que, mescla Mata Atlântica com praias de primeira qualidade. É o cenário ideal pra você botar a sua rede pra funcionar. A vantagem de ter menos peso na mochila, te faz viajar mais leve, ser mais rápido, ir mais longe e se desgastar menos, assim sobra mais tempo pra aproveitar as praias!
O tempo ideal que se gasta pra fazer essa caminhada são de três dias, num ritmo tranqüilo, aproveitando as praias e cachoeiras, mas sem deixar de suar a camisa. O melhor é começar essa caminhada pelo cais de Parati. Em um final de semana prolongado, não é difícil encontrar um barquinho que esteja indo pro Pouso da Cajaíba. Duas horas e meia de viagem por um visual belíssimo é o tempo aproximado de barco até à praia do Pouso, de onde sai a trilha para Martins de Sá, uma das praias mais bonitas desse circuito. Essa trilha geralmente dura uma hora e meia e é através de um “subidão” e depois uma “decidona” no meio da mata. Se quiser conhecer mais praias, e somar mais um dia na sua caminhada pede para o barqueiro deixar você na praia Deserta, no começo da enseada do Pouso da Cajaíba e não deixe de visitar a cachoeira na praia Grande. Atravessando mais 3 praias, vc chega no Pouso da Cajaíba.
Já do lado do mar aberto da Ponta da Joatinga, Martins de Sá tem boas ondas e é local de morada do “seu” Maneco, um dos caiçaras mais conscientes que eu conheço. “Seu” Maneco mantém uma área de camping com várias árvores lindas de frente para a praia pra se armar um acampamento de redes, tem banheiros sempre limpinhos, serve refeições e cuida para que sempre se tenha um clima de paz. Só não se esqueça de levar sempre o seu lixo embora.
Se você leu nossa dica número 3, da maneira correta de se dormir em redes, terá tido uma noite maravilhosa e estará mais preparado para encarar o segundo dia de caminhada, o mais puxado de todos! Após a mini praia de Cairuçú, começa uma bela subida no meio da mata, vencendo a serrinha da ponta Negra, para chegar na praia de mesmo nome, também muito bonita. Pode-se conseguir facilmente um local para armar as redes no Cairuçu também, dependendo de quantos dias se dispõe pra caminhada. Conversando com o “Seu” Aprígio, único morador local, pode-se até estender as redes no ranchinho das canoas, com o pé na areia. Nem de toldo vai precisar... Não esqueça de abastecer o seu cantil antes da subida. Pode-se também encontrar pequenos restaurantes, que servem refeição. A praia de Ponta Negra é de tombo e fica recuada, entre costões de pedra.
No próximo dia, passa-se pelas praias de Antigos e Antiguinhos, que são muito bonitas. Fique atento para essa dica: existe um pocinho maravilhoso, seguindo o riozinho que corta a praia de Antigos, um pouco pra dentro do mato, com vista pra praia e tudo! Vale a pena a parada!
Após mais um morrinho, avista-se a praia do Sono, já com bem mais gente, campings e surfistas, pois o acesso já começa a ficar mais fácil. Passando por uma trilha bem batida e larga, chega-se finalmente ao povoado de Laranjeiras, vizinha de Trindade, de onde sai um ônibus, que volta para Parati. Só não deixe pra voltar à noite, pra não correr o risco de perder o último ônibus!
Dicas:
Enquanto a Kampa não coloca logo o BugStop para venda, não se esqueça de levar o repelente, pois como em todo lugar isolado, os borrachudos imperam!
Apesar de dar pra contar com as refeições nos feriados, leve também guloseimas e coisas pra comer ao longo da trilha.
E o mais importante: respeite sempre a cultura local e não poupe esforços para preservar esse lugar como ele é!
Links interessantes para consultar antes de partir para a trilha:
Horário de ônibus Trindade – Paraty
Mapa da trilha da Ponta da Joatinga
Google Maps
Abraços, até a próxima newsletter e se tiverem algumas trilhas como sugestão nos envie.
Christian Fuchs
Marcadores: Equipamentos, travessia
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17.4.06
Caiaque oceânico
Na newsletter anterior, falamos um pouco sobre como evitar o frio na hora de dormir nas redes. Neste número, vou falar um pouco sobre caiaque oceânico.
Era o ano de 1997 quando um amigo me convidou pra fazer uma expedição em caiaque oceânico: dar a volta na Ilha Grande remando, 95km em 3 dias. Foi ai que começou a minha contaminação por essa atividade tão prazerosa.
Adorei o desempenho e autonomia do caiaque, a sensação de navegar sem ruído ou poluição e de chegar a locais remotos e escondidos sem deixar rastro algum. O caiaque permite navegar em pequenas profundidades possibilitando visualizar cenas da natureza impossíveis de serem vistas em outros tipos de embarcações, e o melhor, é a cara de surpresa do pessoal quando vê a gente chegar: “o que? Vocês vieram remando nisso aí?”
Incrível que apenas com aquela casquinha de fibra, se consegue ir tão longe, sem depender de ninguém... Depois da volta na Ilha Grande, fizemos várias outras: praia de Copacabana/Ilha Bela, Cananéia/Marujá , etc. Assim, fomos aperfeiçoando o modo de viajar em caiaque. Cada vez sobrava mais espaço no barco e passa-se melhor com menos apetrechos. Viajando no modo mais simples possível. Quando me lembro do volume de coisas que levamos naquela primeira viagem e nem chegamos a usar, caio na risada!
Apesar da sua autonomia, não se pode exagerar no volume que se leva no caiaque. Tudo tem que ter o seu lugar e deve-se reduzir ao máximo o volume e peso do que se carrega. Nessas horas a rede leva vantagem em relação à barraca. Geralmente nas praias brasileiras, o que não falta é árvore pra se armar uma rede.
A velocidade do caiaque é ideal para dar tempo de se absorver o ambiente à sua volta. Eu compararia até à bicicleta: a pé, muitas vezes fica devagar demais e de carro é rápido demais e não dá tempo de você absorver a paisagem que vai passando. Quanto mais simples a maneira de se viajar, maior simpatia e receptividade da população local você recebe.
Do mesmo modo que acampar de rede é tão simples para o brasileiro, que nem é considerado acampar.
Certa vez, em uma das viagens de caiaque, paramos para pernoitar em uma praia. Estávamos com as redes armadas, quando o caiçara que tomava conta do local, nos abordou em tom ríspido, alertando que era proibido acampar ali. Depois que ele notou as nossas redes, ele começou a coçar a cabeça, ficou meio sem jeito e olhando meio de lado pra nós, falou: “Na verdade, como vocês estão com rede, acho que até pode. Acampar é que não pode!” E passamos a noite papeando sobre o modo de vida naquele local tão remoto...
Christian Fuchs
Marcadores: Equipamentos, travessia
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21.3.06
Como evitar o frio em redes
Na newsletter anterior, falamos sobre a melhor maneira de dormir em Redes, neste mês vamos falar um pouco sobre como evitar o frio na hora de dormir.
Apesar de ser largamente utilizada como cama no nordeste e norte do Brasil (praticamente só se dorme em rede), o método de se acampar com rede no sul e sudeste não é tão difundido. Provavelmente, essa cultura de dormir em redes dos nordestinos, venha do fato da rede ser muito fresca, pois dormir em colchão se torna desagradável, pelo calor. Essa vantagem para eles, acaba se tornando quase uma desvantagem para as regiões mais frescas, pois o dorminhoco acaba ficando com frio.
Isso se resolve muito bem, utilizando-se um saco de dormir ou uma coberta, entre a rede e o nosso dorminhoco. Até para casos mais frios (uns 10°C, por exemplo) existe solução: além do saco de dormir, você pode deitar-se sobre um isolante térmico auto-inflável ou mesmo um isolante de EVA expandido, dentro da rede. Isso faz com que as suas costas fiquem isoladas do frio. Nesses casos, apenas o saco de dormir não é suficiente, pois o que isola é a camada de ar, que o saco de dormir é capaz de armazenar dentro das suas câmaras. Quando você se deita sobre ele, essas câmaras são esmagadas e praticamente não existe ar para te isolar nos pontos de contato com o solo ou com a rede. Exatamente nesses locais é que ocorre a maior perda de calor. O mesmo acontece na barraca, se você dorme no saco de dormir, sem o isolante térmico auto-inflável ou de EVA.
Por hoje é só, até a próxima newsletter com dicas e novidades sobre o meio outdoor.
Christian Fuchs
Marcadores: Equipamentos, sobrevivência









